Brasil termina Jogos Olímpicos de Londres em 7º lugar no quadro de medalhas

•agosto 13, 2012 • 1 Comentário

O brasileiro, a cada Olimpíada, reclama que não somos um país olímpico e que nunca seremos um dos grandes do mundo esportivo. Os Jogos de 2012 acabaram e o Brasil não passou do 22º lugar no quadro de medalhas, com 3 de ouro, 5 de prata e 9 de bronze. Porém, tivemos chances, e muitas, de melhorar no quadro de medalhas. Com um pouquinho de sorte (everton lopes), preparação para os momentos decisivos (handebol, vôlei de praia), força nos bastidores (esquiva falcão e diogo silva), vontade (alguns do judô e futebol) e alguns outros detalhes, nossa nação poderia ter alcançado um desempenho bemmmm melhor em Londres 2012, com os mesmos atletas. Vamos a esse exercício de imaginação, o famoso “e se…”, que infelizmente, ou felizmente, não vale.

 

Brasil termina Jogos Olímpicos de Londres em 7º lugar no quadro de medalhas

O Brasil encerrou sua participação nas olimpíadas de Londres com um honroso 7º lugar no quadro de medalhas, após a conquista de 29 medalhas.

No judô, foram 3 ouros, conquistados por Sarah Menezes (-48 kg), Leandro Guilheiro (-81 kg) e Mayra Aguiar (-78 kg), esta última beneficiada pela derrota da americana Kayla Harrison para a judoca húngara Abigel Joo, que abriu sua chave de semifinal.

Rafaela Silva, na categoria até 57 kg, foi vice campeã, ao perder a final para a japonesa Kaori Matsumoto.

Rafael Silva (+ 100 kg), Leandro Cunha (-66 kg)e Erika Miranda (-52 kg) confirmaram a expectativa e foram bronze, ao lado de Felipe Kitadai (-60 kg). Thiago Camilo (-90 kg) e Maria Suelen Altheman (+ 78 kg) ficaram em quinto lugar.

No total, a categoria conquistou 3 ouros, 1 prata e 4 bronzes.

No boxe, Esquiva Florentino Falcão se transformou no primeiro campeão olímpico pelo Brasil, ao derrotar o japonês Ryota Murata por 15-14, após uma punição de cada lado no terceiro round.

Seu irmão Yamaguchi Falcão conquistou a medalha de bronze, assim como Adriana Araújo.

Everton Lopes, atual campeão mundial, escapou do cubano Roniel Iglesias Solotongo nas primeiras rodadas, sendo o primeiro medalhista de prata na modalidade para o país. O cubano venceu o brasileiro na final por 18-15.

Na natação, Cesar Cielo conquistou o bicampeonato olímpico, com o tempo de 21:30, apenas 4 centésimos a frente do francês Florent Manaudou. Outro brasileiro, Bruno Fratus, completou o pódio com o tempo de 21:52, após bela largada.

Thiago Pereira surpreendeu a todos conquistando a prata nos 400 m Medley no primeiro dia de competição, derrotando inclusive Michael Phelps. Não satisfeito, ainda repetiu o pódio ao terminar em terceiro nos 200 m Medley.

A ginástica masculina foi muito bem, com Arthur Zanetti conquistando o ouro na argolas, e Diego Hypólito se recuperando da queda na final dos jogos de Pequim, conseguindo o terceiro lugar no solo. Sérgio Sasaki ainda foi o 10º no individual geral.

O taekwondo brasileiro ganhou sua primeira medalha de prata em Jogos Olímpicos, com Diogo Silva perdendo a final para o turco “louco” Servet Tazegul, após uma espetácula virada na semifinal contra o iraniano Mohammad Bagheri Motamed, quando Diogo, após acertar um chute giratório na cabeça no último segundo e levar à luta ao desempate, foi melhor na decisão dos juízes.

No vôlei, foram 3 ouros e 1 prata. Na praia, Alison e Emanuel venceram os alemães Brink e Reckermann por 23/21 e 21/16 e conquistaram o ouro olímpico, enquanto Juliana e Larissa perderam na final para as americanas Walsh/May por 21-18 e 21-17. Na quadra, as meninas fizeram o impossível e venceram os EUA por 3-1 na grande final, enquanto os rapazes arrasaram a Rússia por 3-0.

No atletismo, Fabiana Murer saltou 4,75 m na grande final e ficou atrás apenas da americana Jennifer Suhr, que saltou a mesma altura. Tanto a americana quanto a brasileira não conseguiram saltar 4,80 m. Ambas passaram os 4,75 m na segunda tentativa, mas o ouro  ficou com a americana por ter dado menos saltos na final: 7 contra 9 da brasileira.

No futebol, após tomar um gol aos 30 segundos, o Brasil teve forças para reagir e conseguiu superar o México por 3-1, após gols de Oscar e Leandro Damião, no primeiro tempo, e Neymar no segundo. Foi a primeira conquista do futebol olímpico brasileiro.

Na vela, Robert Scheidt e Bruno Prada se recuperaram e venceram a última regata, conquistando o ouro após os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, que lideravam a competição, ficarem apenas em 8º lugar, atrás dos suecos Fredrik Loof e Max Salminen, que ficaram com o bronze após terminarem a última regata em sétimos.

No handebol, após uma excelente primeira fase, em que ficaram em terceiro lugar no grupo após quatro vitórias e uma derrota, atrás de Croácia e Russia (todas com 8 pontos), as meninas enfrentaram a Coréia do Sul nas quartas de final e venceram por 26-24. Na semifinal, derrota para as campeãs norueguesas por 21-19 após estarem vencendo por 6 gols. Na decisão do terceiro lugar, vingança contra a Espanha, que tinha vencido a seleção no mundial de 2011. Brasil 28-27 e bronze inédito.

Inédita também foi a medalha de Yane Marques no pentatlo moderno. Yane entrou no evento combinado que decidiria a competição em primeiro lugar, mas não foi tão bem na corrida sendo ultrapassada pela lituana Laura Asadauskaite e pela britânica Samantha Murray.

Os jogos de Londres marcaram ainda o ressurgimento do basquete brasileiro. Após terminar em terceiro lugar a primeira fase, perdendo de Espanha e Russia, a seleção venceu a França por 74-71 nas quartas de final e perdeu dos espanhóis por 73-68 na semifinal. Na decisão do bronze, vitória maiúscula contra a Russia, devolvendo a derrota da primeira fase: 83-74.

No total, os atletas brasileiros garantiram 29 medalhas, em 13 modalidades. Foram 11 ouros, 6 pratas e 12 bronzes, na frente da Alemanha, com 10 ouros, 20 pratas e 14 bronzes. O Brasil ficou atrás apenas de França, que também conquistou 11 ouros, mas ficou com 11 pratas, Coréia do Sul, Russia, China e EUA. 

 

Anúncios

Tevez no Corinthians: Cartas na mão ou blefe?

•julho 20, 2011 • Deixe um comentário

Eis que a novela Tevez chega ao fim. O Corinthians anunciou de forma oficial em seu site, às 21:47 da terça-feira, 19/07/2011, que “não existe mais tempo hábil para que a transferência seja concretizada”. Parte da torcida se revolta com  a diretoria, e parte entende que “são coisas do futebol”. Mas, afinal, como se desenrolou essa história toda?

Tudo começou quando Carlitos Tevez afirmou que não voltaria mais para Manchester e que queria ficar mais perto da esposa e filhas, na América. Na segunda feira, 11/07/2001, surgiram os primeiros rumores que o Corinthians tinha interesse no atleta, inclusive alguns conceituados bloguistas falaram em empréstimo. Em entrevista antes do jogo com a Costa Rica, quando perguntado do interesse do time paulista, Tevez falou: “se me querem, eu vou”.

Na terça-feira, 12/07, de forma transparente, o presidente corintiano Andres Sanchez concede uma entrevista coletiva dizendo que fez uma proposta pelo ídolo argentino, de 40 milhões de euros, comprometendo entre 20% e 25% da receita de TV dos próximos 4 anos e sugerindo o pagamento em 4 parcelas, de 10 milhões de euros anuais.

As primeiras informações sobre a resposta do Manchester City dão conta que o time inglês não aceitou a proposta, querendo mais dinheiro: 50 milhões de euros. O Corinthians então oferece os mesmos 40 milhões mais bônus de 4 milhões de euros de acordo com resultados obtidos pelo jogador.

Durante todo o final de semana se fala que a contratação está iminente. Segunda-feira de madrugada o mundo todo está convicto que Tevez voltaria ao Corinthians.

A ESPN inglesa interrompe a programação ao vivo para mostrar Tevez como jogador do Corinthians. BBC, The Guardian, CNN, dentre outras emissoras e jornais, anunciam que Carlitos Tevez é o novo reforço do Corinthians. A Betfair, casa de aposta inglesa, nesse momento paga 100 dólares pra cada 1 dólar apostado na permanência de Tevez no City. A Skybet, que tinha apostas sobre qual clube seria o destino do argentino na janela de verão europeu, suspende a aposta, deixando claro que o resultado já era conhecido.

Na internet brasileira a informação repercute, e todas as manchetes dão como certa a volta de Tevez. Todos do City já sabem que Tevez não fará mais parte do elenco para a próxima temporada. O técnico Mancini e Patrick Vieira, agora dirigente do clube inglês, falam do argentino em tom de despedida.

Então vem a grande reviravolta da história. O Corinthians divulga uma nota oficial, às 09:57 do dia 18/07, afirmando que “o Manchester City não aceitou a proposta corinthiana pelo atleta” e que “o clube enviou ao Corinthians uma contraproposta nesta madrugada, que devido ao fuso horário só chegou ao conhecimento da diretoria alvinegra agora pela manhã. Na contraproposta, o clube inglês pede mudanças na forma de pagamento e no valor total da transação. Além disso, o Manchester City também faz questão de que Tevez abra mão de uma quantia pendente com o clube inglês. ”

Cautela… esse parece ser o motivo para a nota ter sido emitida. Quando os ingleses tomam conhecimento dessa nota, ficam confusos, atônitos. Ninguém entende porque o City confirma a contratação e o Corinthians nega. Surgem então teorias de que o presidente corintiano estaria blefando, e que, quando o City pediu para que o Corinthians “mostrasse as cartas”, o Corinthians não tinha nada.

A Fiel continua acreditando, e nas as casas de apostas a probabilidade de retorno ainda é bem alta. Na betfair a cota pra quem apostar na permanência de Tevez é agora de 11/1, e na Skybet o mercado sobre a saída de Tevez é reaberto, com uma cota de 1,2 a favor do Corinthians, ou seja, quem apostasse 1 dolar que Tevez iria para o Corinthians receberia apenas 20 centavos de dólar de lucro, ao passo que quem apostasse no Real Madrid a casa pagaria 5/1, na Juventus 8/1, na Inter 20/1 e no Málaga 25/1. Por esses números, a probabilidade do jogador vir ao Corinthians ainda era alta, entre 70 e 80%.

O interessante também é que Roberto de Andrade, diretor de futebol do Corinthians, em entrevista ao programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, no domingo, e à rádio Bandeirantes na segunda feira, sempre fala de Tevez já como alguém contratado, afirmando várias vezes que “nós estamos trazendo o Tevez para…”

A partir desse momento toda e qualquer informação oficial não existe, até a noite da terça. Jornalistas e “jornalistas” brasileiros sugerem teorias, falam do paradeiro de Tevez e Edu Gaspar, entrevistam Kia e o advogado de Tevez, postam informações da contratação e desistência no twitter, blogs e sites da vida, etc. Alguns até criam entrevistas falsas com Sanchez. Enfim, tudo a partir desse momento é uma incógnita.

Alguns sugerem que o City quer parte do dinheiro à vista, e alguns desmentem essa informação, afirmando que o City quer garantias do Corinthians de que será pago. Surge ainda a informação que o time inglês quer repassar pro time paulista uma dívida que tem com Tevez. A visão geral ainda é que o Corinthians está apenas esperando a papelada chegar para dar entrada na FIFA e só depois anunciar o jogador.

Eis que na terça a tarde o clima começa a mudar. Blogueiros e twitteiros, alguns jornalistas, dizem que o clima mudou na diretoria, e só um milagre poderia trazer o argentino. Na terça à noite, 19/07, exatamente às 21:47, o Corinthians oficializa a desistência da contratação do ídolo argentino, afirmando que “não existe mais tempo hábil para que a transferência seja concretizada, tendo em vista que a janela de inscrições para atletas vindos do exterior se encerra nesta quarta-feira, dia 20 de julho.’’

Por uma ironia do destino, a janela fecha no dia 20 de julho porque alguns times, principalmente o Corinthians e o Grêmio, fizeram a solicitação de antecipação da mesma. A janela começaria apenas em 3 de agosto, e foi antecipada pela CBF para começar no fim de junho, a pedido dos clubes.

Enfim, esse foi apenas o resumo da história, mas o que podemos concluir e tirar de lição desse caso todo, e a partir daqui eu farei alguns questionamentos, baseado em teorias que surgem e no que lemos. Não vou emitir opinião definitiva sobre o assunto, porém.

  • O Corinthians queria contratar Tevez, em uma transação de mais de 100 milhões de reais, sem apresentar nenhuma garantia que iria pagar? A garantia tinha que ser apresentada já no momento da proposta, e não porque “o City pediu”.Não é assim que funciona não?
  • Quem estava mentindo na segunda-feira? City ou Corinthians? Alguém estava blefando nessa história, com certeza. O Corinthians não podia pagar ou o City falou que tinha aceitado pra ficar bem na fita e a culpa na história ser do Corinthians?
  • Quanto tempo demora afinal para a situação da transferência ser regularizada pela FIFA? Só nesses últimos dias de mercado, uma dezena (Canete, Jô, Henrique, Alan Kardec, Piris, André, Denilson, Ibson, Lanzin e Sandro Silva) de outros jogadores foi contratada por times brasileiros, e nenhum deles reclamou da falta de tempo para inscrição do jogador. Um jogador do Manchester, Jô, foi contratado pelo Internacional na terça-feira e poderá ser regularizado tranquilamente. Alguns alegam que uma coisa é uma negociação de 100 milhões e outra um empréstimo, mas o TEMPO para a documentação ficar pronta na teoria não seria igual? Não falo de elaboração de cláusulas de contrato, mas de enviar a documentação e receber o aval da FIFA.
  •  Afinal, o Corinthians conseguiu as garantias e não conseguiria inscrever a tempo ou não tinha as garantias para apresentar?
  • Sanchez vem falando há 3 anos que não negocia com jogador do Kia. Kia, afinal, é o que do Tevez? Toda hora ele tava dando entrevista sobre o negócio. Qual a participação de Kia nisso tudo?
  • As eleições de final do ano pesaram ou não nisso tudo. Aliás, se a novela se manter até o final do ano, com o propósito de trazer Tevez em janeiro, seria mais fácil da atual diretoria eleger um substituto?
  • Também sobre a sucessão presidencial, e isso é realmente uma dúvida, pode um presidente se comprometer com pagamentos de 10 milhões de euros para cada um dos anos subseqüentes mesmo se não tiver sua chapa reeleita? Só para constar, Roberto de Andrade deixou claro que a questão de o Conselho do clube ter que votar contratações com valores altos é balela. O que tem que ser aprovado é empréstimos a partir de um certo valor.
  • Ainda sobre Roberto de Andrade, qual o motivo de ele afirmar a cada momento que “estamos trazendo o Tevez pelo motivo X ou Y”, no domingo à noite, e o clube, ao se pronunciar na segunda pela manhã, disse que só naquele momento havia chegado a contra-proposta do Manchester.
  • Caso a história toda fosse um blefe, Edu Gaspar iria se queimar com os ingleses? Creio que não.
  • Afinal, qual o papel que o Tevez teve na tentativa de convencer o City? Ele não emitiu nenhuma nota, nenhuma entrevista, nada, desde o dia em que Sanchez anunciou o interesse. Se ele tivesse batido o pé nos EUA, sábado ou domingo, onde o City estava, o final poderia ter sido diferente?
  • Afinal, qual o “grau” do SIM do City na segunda-feira? O SIM englobava forma de pagamento também?

Fica bem claro que duas correntes de opiniões bem distintas se formam entre os torcedores.

  • CORRENTE 1 – O Corinthians realmente quis contratar o Tevez e o City ficou a cada momento pondo uma nova exigência na negociação a fim de atrasar o time paulista para que não conseguisse finalizar tudo até o dia 20/07 e ainda levasse a culpa.
  • CORRENTE 2 – Sanchez teria realmente feito a oferta, para tirar o foco do lance do estádio e angariar votos para sua chapa na eleição. Surpreendentemente para ele, o City aceitou, e ele, não podendo assumir que era tudo um blefe, veio com a história de que não haveria tempo suficiente para a negociação ser finalizadas antes de 20/07.

Eu não vou dar minha opinião sobre o caso, porque não tenho as informações para tal, mas espero ter conseguido levantar a maior parte das informações e “teorias” sobre o caso Tevez.

Porém, o que esperar do Corinthians agora? Quais foram os pontos positivos e negativos dessa negociação?

Eu diria que os pontos positivos foram os seguintes:

  • O Corinthians ganhou um espaço na mídia mundial importante, como nenhum outro time brasileiro jamais teve, nessa última semana.
  • As críticas e mentiras de alguns setores da mídia e da oposição com relação ao estádio foram meio que esquecidas, e isso fez com que o clube pudesse fechar o contrato com a Oderbrecht de forma mais “tranqüila”.
  • O Corinthians foi o pioneiro mais uma vez, mostrando que um clube brasileiro pode ir lá fora e contratar o melhor jogador da última temporada do melhor campeonato europeu.
  • O clube foi transparente, apresentando as informações via nota oficial e coletivas, sem deixar a parte sensacionalista da imprensa distorcer muitas informações.
  • Se muitos diziam que Tevez causaria ciúme e intrigas no grupo, o qual eu não acredito, esse problema não existirá.

Já os pontos negativos, a meu ver, foram os seguintes:

  • Se o fator preponderante para a negociação não ter dado certo foram realmente as tais garantias, o Corinthians perderia muita credibilidade no mercado europeu.
  • O Corinthians mostrou que tem dinheiro, e agora todo e qualquer jogador que for para lá deve querer receber mais, e qualquer clube com o qual ele for negociar vai querer supervalorizar seus jogadores.
  • Nessa última semana de janela, um ou dois jogadores de qualidade poderiam ter sido contratados, para fechar o elenco, mas todas as atenções se dividiram entre o estádio e a tentativa de contratação de Tevez. Ou, melhor, jogadores como William e Paulinho poderiam ser comprados pelo time, afinal, são reféns de grupos de empresários.
  • É muito provável que a tentativa de contratação de Tevez seja usada como manobra eleitoral, no final do ano, podendo mais uma vez iludir a torcida.

Enfim… a Fiel se uniu, sorriu, chorou, escreveu quase 100.000 mensagens em redes sociais nessa última semana, mas tem uma certeza dessa história toda. O Corinthians é forte no mundo todo e pode peitar qualquer um, até mesmo a CNN. Nada mau para “um time pequeno de São Paulo”.

Com Tevez, a taça do Brasileirão 2011 já estava empacotada para ser enviada ao Parque São Jorge. A CBF disse que não vai desempacotar ainda o troféu, vai apenas esperar um pouco mais para enviar, afinal, ainda somos o líder, invicto e com a melhor campanha da história dos pontos corridos.

Dossiê Corinthians 2010

•novembro 17, 2010 • 2 Comentários

Muitos falam que o campeonato está ganho nos bastidores, que o Corinthians comprou isso e aquilo, fazem dossiês para cá e para lá, mas esquecem dos erros CONTRA o Corinthians. E não foram poucos…

Dessa forma, como torcedor do time do qual tiraram a Copa do Brasil de 2008 e o qual foi rebaixado em 2007 com um pênalti BATIDO 3 VEZES, resolvi fazer um “dossiê também”, bem rapidinho, com os erros apresentados por aí A FAVOR e outros que levantei CONTRA o Corinthians. Vamos à lista:

1ª rodada – Corinthians 2×1 Atlético-PR – O Corinthians venceu com um pênalti não existente marcado em Souza.

3ª rodada – Corinthians 1×0 Fluminense – Há um pênalti não marcado em Rodriguinho, e outro em Defederico, cometido por Gum, aos 32 minutos do segunto tempo. O lance do pênalti sofrido por Fred foi anulado justamente pelo juiz, pois ele estava impedido. Leandro Eusébio fez falta digna de cartão vermelho em Jucilei, que sairia na cara do gol, aos 10 do segundo tempo, e nada foi marcado.

7ª rodada – Botafogo 2 x 2 Corinthians –  O juiz erra e anula gol legal de Roberto Carlos, alegando falta de Dentinho.

10ª rodada – Atlético-GO 3×1 Corinthians – No primeiro gol do Atlético, o jogador recebe a bola em impedimento e sofre pênalti marcado pelo juiz.

12ª rodada – Palmeiras 1 x 1 Corinthians –  No gol do Corinthians há impedimento digno de tira-teima, o correto portanto é deixar o lance seguir. Armero pos a mão na bola e o juiz não deu pênalti claro pro Corinthians.

13ª rodada – Corinthians 1×0 Flamengo – Pênalti claro não marcado em Jorge Henrique.

14ª rodada – Avaí 3 x 2 Corinthians –  Um pênalti claro de Emerson não é marcado em Jorge Henrique aos 3 minutos do segundo tempo. Na sequência sai o terceiro gol do Avaí. É anulado ainda um gol (não sei se estava ou não) de Jucilei aos 32 minutos do segundo tempo.

16ª rodada – Cruzeiro 1 x 0 Corinthians –  O lance do pênalti pró-Corinthians, perdido, foi duvidoso, e um pênalti claro não foi marcado em Bruno César.

20ª rodada – Atlético-PR 1 x 1 Corinthians –  O pênalti a favor do Corinthians é indiscutível, pois se o jogador do Atlético se enrola na bola e “chuta na própria mão” tem mais é que ser marcado pênalti também. No segundo tempo, não há sequer toque no jogador Wagner Diniz, do Atlético, em lance digno de final olímpica de natação, no pênalti marcado a favor do time paranaense.

21ª rodada – Corinthians 0x1 Grêmio– Há um pênalti discutível marcado a favor do Corinthians, principalmente porque expulsou um jogador do Grêmio. Douglas, porém, fez falta digna de expulsão e nada o juiz deu.

24ª rodada – Santos 2 x 3 Corinthians –  O gol da vitória, de Paulo André, é “irregular”, por impedimento de Danilo, em mais um lance digno de tira-teima.

26ª rodada – Corinthians 1×1 Botafogo – Por 3 vezes a atitude do árbitro foi vergonhosa. Primeiro, anulando um gol de Herrera, alegando impedimento. A seguir, não deu um pênalti claro em Elias e ainda o tirou do jogo seguinte. No fim do jogo, após o goleiro do Botafogo passar mais de 3 minutos simulando contusão, ele nada acrescentou.

18ª rodada – Vasco 2×0 Corinthians – No primeiro gol do Vasco, impedimento.

27ª rodada – Corinthians 2×2 Ceará –  Aos 35 minutos, Iarley foi agarrado dentro da área e Heber Roberto Lopes não marcou o pênalti;

29ª rodada – Corinthians 3×4 Atlético-GO – Quando o Corinthians vencia por 1×0 e dominava o jogo, Anailson recebeu bola impedido na jogada que originou o gol de empate goiano.

30ª rodada – Guarani 0x0 Corinthians – Dois gols claros de Ronaldo foram anulados, no momento em que o Corinthians mais “precisava de ajuda de arbitragens” no campeonato,  já que era a sétima partida seguida sem vitória do time.

33ª rodada – Corinthians 4×0 Avaí –  Quando o jogo está 3×0 há um pênalti não existente marcado para o Corinthians.

35ª rodada – Corinthians 1×0 Cruzeiro –  A única discussão possível é em relação a impedimentos mal marcados. 2 ou 3 desfavoráveis ao Cruzeiro e 1 desfavorável ao Corinthians. Em nenhum deles o gol era claro. O pênalti em Ronaldo é incontestável (vide nenhuma reclamação em tantos lances idênticos, inclusive pró-Cruzeiro em Cruzeiro-Atlético, marcados no campeonato. Não há qualquer pênalti em Thiago Ribeiro, que sequer é tocado no primeiro lance e tem a bola “roubada” por Júlio César no segundo.

É isso então. Quando se vê a lista, é claro que existem aproximadamente o mesmo número de erros a favor e contra o Timão, mas o que acontece, e só não vê isso quem não quiser, é que quando o erro é a favor do Corinthians repercute bem mais, afinal, somos o mais odiado.

Sobre pênaltis e mídia

•novembro 17, 2010 • 1 Comentário

Amplamente exagerada por ter sido em um jogo decisivo e a favor do Corinthians, a jogada imprudente de Gil em Ronaldo é o assunto da semana, e, se o Corinthians for campeão, do campeonato, pela “mídia” esportiva brasileira.

Vivemos na época da politicagem e do politicamente correto, a ponto de todos criticarem a Ferrari por mandar o Alonso passar, mas ninguém criticar quando o Raikkonen abriu pro Massa passar na penúltima corrida de 2008, ou quando a situação contrária aconteceu em 2007, para o finlandês ser campeão do mundo. Ora, não tem “meio mal caráter”, ou algo é terminantemente proibido ou terminantemente liberado, não há porque se falar em abrir caminho apenas quando é a corrida que vale título. Ou pode sempre ou não pode nunca. Só no Brasil tem essa de “só roubar um pouquinho”.

Da mesma forma, não há como ser “pênalti que não deve ser marcado” apenas porque foi em um jogo decisivo. Cheguei a ouvir isso em um programa esportivo segunda a tarde: “Foi pênalti, mas pelo bem do campeonato o juiz não deveria ter marcado”.

No sábado a noite, mesmo corinthiano, quase choro, tamanha a emoção dos jogadores do Cruzeiro, “prejudicadissimos” no Pacaembu, e “comentaristas” que quase tiveram “piti” ao vivo, acusando o campeonato de estar comprado, que só há erros a favor do Corinthians e etc.

Alguns, na ânsia de tentarem “provar” que o Cruzeiro foi prejudicado, tiraram do fundo do baú um terceiro lance de “penalti pró-Cruzeiro” (sequer comentado por nenhum jogador), após os 2 penaltis reclamados no Thiago Ribeiro, infundadamente, serem desmentidos por todas as imagens. A alegação: “O pênalti do Atlético-MG contra o Palmeiras foi assim e o juiz marcou”. Sim, marcou, mas TODOS falaram que o juiz errou!!!

Outros tantos começaram a levantar a polêmica de “pênaltis à brasileira”. Assunto justo de ser discutido, no COMEÇO da temporada, com a força que a mídia tem, e não após um deles ser marcado, depois de dezenas deles já terem sido marcados no mesmo campeonato (vide Cruzeiro x Atlético-MG, muito menos pênalti, mas em nenhum momento pré-jogo desse sábado reclamado). Acho ridículo qualquer contato no Brasil ser falta, como aquele gol do Tevez anulado pela bandeirinha quase 72 horas após o jogo.

Na verdade eu nem acho que foi “pênalti à brasileira”. Ora, o jogador Gil está a quase 2 metros do Ronaldo, e na hora que ele sobe, tal qual um safety da NFL, ele joga seu corpo no “gordo”, e apenas no corpo, depois que ele já dominou a bola. Em nenhum momento houve “contato de jogo”, “disputa corpo a corpo” ou lance normal. Houve apenas burrice, e muita, do jogador cruzeirense. Assim como foi burro o zagueiro do Goiás, mas quem sabe não teria sido a “vítima”, como Gil foi, se o pênalti marcado não tivesse sido a favor do Fluminense, mas do Corinthians.

 

E por falar em momento, seria interessante que o Roger explicasse em qual momento ele viu o “esquema” que deixou implícito na entrevista de sábado e ontem o hoje desmentiu. “Eu sei como as coisas funcionam! A torcida empurra o time demais no Pacaembu…”. Sei… E o “indiozinho nas costas que, de vez em quando, sai com arco e flecha, com machadinha”, o que tem a dizer de tantos lances duvidosos pró-Cruzeiro ou contra o Corinthians visto também durante o campeonato? Disso falarei em um post a seguir.

Porque quando o mesmo Cruzeiro foi favorecido pelo mesmo árbitro no jogo contra o Atlético-MG não se levantou a bola de “pênaltis a brasileira”??? Porque só agora a mídia tem essa coragem? Pressão popular dos anti-corintianos, claro.

Pelo menos vi que almas inteligentes se salvaram. Juca Kfouri, um cara que particularmente não concordo com a maioria das opiniões, principalmente quando, por ser corintiano, emite opiniões mais contra o Corinthians do que se não o fosse, foi um deles. Nesse caso, falo de ocasiões em que há um erro contra o Corinthians e ele diz que não. Opiniões são opiniões, e temos que respeitá-las.

Foi interessante ouvir muita gente falar que “foi pênalti mas eu não marcaria”.

Marcelo Damato, em seu blog “Além do jogo” (http://blogs.lancenet.com.br/alemdojogo/), escreveu um post denominado “Onde está a dúvida?”. Suas palavras:

“Acho que enlouqueci, estou tendo alucinações ou sofri uma lavagem cerebral

Santos Deus! Mais pênalti do que isso!

Como alguém pode falar em choque normal?

Como pode haver “choque” entre um jogador parado e outro em movimento?

Como pode haver choque se um atinge o outro por trás?  essa não é a única prova. Não havia nem sequer a possibilidade de uma disputa de bola. Ronaldo estava entre a bola e o zagueiro Gil. E a bola não vinha para sua cabeça, ia para seu peito. E ele até matou a bola no peito. Era impossível para Gil alcançar a bola. Por isso deu um tranco proposital no Ronaldo para desequilibrá-lo.”

 

Já Mauro Cezar Pereira diz em seu blog (http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira/): “Não tenho a intenção de convencer ninguém de nada, apenas defendo meu ponto de vista. Você pode discordar, claro. Eu respeito. Respeite o meu.” Será que ele respeitou algum ponto de vista diferente do dele quando “analisou” o jogo no SportsCenter de sábado???

Apenas para terminar esse parte de conferência do que a mídia anda dizendo, achei bem interessante Paulo Calçade (http://espnbrasil.terra.com.br/paulocalcade) apresentar a regra 12 e os três itens desrespeitados no mesmo, que caracterizam uma falta: a) saltar sobre um adversário; b) Dar um tranco em um adversário e c) Empurrar ou adversário. Ele encerra o post dizendo: “Resumindo: Gil não saltou sobre o adversário, não deu um tranco e nem empurrou? É isso?”

Eu fico brabo também, assim como o Cuca, quando vejo um trabalho indo para o ralo por causa de um “erro” de um juiz. Ou por ele não ser honesto quando tem uma casa lotada contra ele (vide final da Copa do Brasil e o pênalti não marcado em Acosta. Por amar minha vida, eu no lugar dele não marcaria, pois não iria querer ser morto na Ilha do Retiro). Então que seja feito um trabalho das federações + mídia + comissões de arbitragens, antes das temporadas, e que penas mais severas sejam aplicadas aos juízes, visto que são soberanos em suas decisões. Que hajam críticas a todo momento, e não uma crítica pontual e discricionário porque é um jogo envolvendo o Corinthians. Que os erros de Vitória x Guarani sejam tão discutidos quanto esse. Que hajam mais jornalistas como o PVC ou o Bertozzi, que sabem tática e estudam o que fazem, e não jornalistas que só sabem elogiar os Santos e Botafogos das décadas de 60, falando do futebol de 50 anos atrás em 15 de cada 20 palavras. Se não gostam de ver os jogos atuais, como muitos deles falam, porque ainda fazem isso da vida??? Aposentem-se, ora, mudem de trabalho, vão catar lixo para ver se dão valor á profissão dos outros também.

No próximo post, falarei de erros pró e contra o Corinthians, mas a lição que fica desse “espetáculo circense” que vimos na mídia esses dias é que, pior que os juízes são aqueles que preferem só falar deles e esquecer o campeonato sensacional que estamos presenciando em 2010, com craques do nível de Conca, Fred, Deco, Montillo, Thiago Ribeiro, Fábio, Ronaldo, Roberto Carlos e Elias, só para ficar com exemplos de alguns jogadores que disputam o título, a 3 rodadas do fim. Como esqueceram que o Corinthians campeão de 2005 tinha Tevez, Nilmar e Mascherano e o Inter, vice, tinha jogadores do nível de Rafael Sóbis e Tinga. Chega de Márcios, Edilsons e Sandros!!! Prefiro ver e discutir sobre novos e atuais Montillos, Concas e Ronaldos.

 

Um desabafo sobre os concursos públicos no Brasil – MPU 2010

•novembro 10, 2010 • 8 Comentários

Depois de mais de ano, resolvi retomar o blog, eventualmente, para dizer coisas que às vezes vem a mente.

Estou, a partir deste momento, extremamente chateado com certas coisas que vi. O que vi??? Pessoas extremamente competentes sendo eliminadas do sonho de suas vidas, ou de um dos sonhos, devido à discricionariedade de uma banca de concursos.

Infelizmente, nem tudo que penso pode ser escrito, pois em um país no qual os poderosos sempre vencem algumas palavras num blog podem ser motivos para processos, pois nesse mesmo país ninguém assume seus erros, sempre buscando um bode expiatório para tudo, sempre querendo “acusar o acusador”.

Eu, graças a Deus, tenho um emprego público também, na área que gosto, na qual me formei (engenharia civil) e fiz mestrado (recursos hídricos).  Mas e os outros??? E aqueles que se empenharam vários meses e/ou anos e se viram eliminados daquilo que tanto buscaram por causa de 1 ponto ou 1 centésimo… Sim, tiveram pessoas eliminadas por um centésimo de ponto em uma prova de redação!!! Justo? Claro que não, pois em correções desse tipo como saber se a nota mais justa era um 4,99 (reprovação) ou um 5,00 (aprovação)?

A que estou me referindo nesse pequeno desabafo? À prova do MPU, organizada pela CESPE, mais precisamente à prova de redação. Tenho críticas imensas à prova objetiva também, mas não é esse o meu foco aqui.

A CESPE tem algo chamado “espelho de redação”, que é o “gabarito” da prova discursiva. Lá a banca diz mais ou menos em que aspectos perdemos e ganhamos nossos pontos.

Pois bem, o texto da redação da prova falava sobre o Decreto nº 5.707, de 23/02/2006, que instituiu as políticas e diretrizes para o desenvolvimento de pessoal da administração pública federal direta, autárquica e funcional.

 

No enunciado, é pedido para que se redija um texto dissertativo acerca da “importância do mapeamento de competências em uma organização pública para a implantação da referida política”, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos:

– Principais métodos e técnicas para a realização do mapeamento de competências;

– Encadeamento dos passos ao se realizar esse mapeamento;

– Aplicação dos resultados do mapeamento;

 

Repetindo, no enunciado se pede para abordar os aspectos citados, no contexto da organização pública. Pelo menos é isso que se entende ao se ler, não é caro leitor?

O espelho então traz a seguinte distribuição de notas por “item” abordado:

1 Estruturação do texto (1pt);

2.1 Principais métodos e técnicas para a realização do mapeamento de competências (4 pts);

2.1  Encadeamento dos passos ao se realizar esse mapeamento (4 pts);

2.3 Aplicação dos resultados do mapeamento (1 pt);

 

Segue então o texto da minha redação (embora aqui eu não sei como por parágrafo, deixo claro que a) Usei parágrafos na minha redação e b) não usei corretor ortográfico do word

A adequação das competências requeridas dos servidores aos objetivos institucionais é um foco recente e inovador que deve permear a gestão de pessoas dentro de uma organização, incluindo a administração pública, denominado gestão por competências. Para compatibilizar o rendimento dos servidos com os objetivos organizacionais é necessário que seja realizado um efetivo mapeamento de competências, que deve embasar os processos se seleção, recrutamento, treinamento e desenvolvimento de pessoal, visando à melhoria dos serviços públicos oferecidos.

Para efetuar o mapeamento de competências, é necessário em um primeiro momento definir quais as competências essenciais da organização, competências essas que geram seu diferencial competitivo. Nesta fase, é interessante que clientes e fornecedores sejam vistos como parceiros, com visões que podem agregar valores ao levantamento.  Ainda neste momento devem ser avaliados o grau de cumprimento e a pertinência do planejamento estratégico realizado, que pode indicar como se encontra a instituição em seu ambiente.

Definidas as competências organizacionais essenciais, é realizado o mapeamento das competências individuais, relacionadas ao conjunto de habilidades, atitudes e conhecimentos de cada servidor e seu grau de entrega. Confrontando-se todos os dados levantados, relacionados às competências (essenciais e individuais), objetivos e o grau de concretização destes, tem-se a noção de quais competências precisam ser trabalhadas para melhorar a performance da instituição.

De posse dos resultados do mapeamento, a área de gestão de pessoas vai embasar o recrutamento e a seleção de novos servidores, assim como o desenvolvimento e treinamento dos que já trabalham na instituição. O foco deixa de ser preparar os servidores apenas para o cargo e passa a ser desenvolvê-los para toda uma carreira. Com isso, um ponto principal da gestão por competências, que é a entrega, ou seja, a vontade de utilizar seus conhecimentos, habilidades e atitudes a favor da organização, é amplificado.

É imprescindível, portanto, que o mapeamento de competências seja realizado nas instituições públicas, e que a partir dele possam ser definidos quais os pontos em que são necessárias mudanças, mudanças estas que propiciarão que as competências individuais sejam conciliadas com as competências essenciais da organização, resultando em uma melhoria para o servidor, para a instituição, e, consequentemente, para a coletividade.

 

 

ESSE FOI MEU TEXTO. As partes aqui apresentadas em vermelho indicam trechos em que a banca considerou que eu cometi erros de morfossintaxe, enquanto as partes grifadas em azul indicam trechos em que ela considerou que cometi erros de ortografia/acentuação. Tirei as seguintes notas:

 

Item 1: 1,0 pt (100%)

Item 2.1: 2,4 pts (60%)

Item 2.2: 1,6 pts (40%)

Item 2.3: 0,2 pts (20%)

 

Minha nota final foi 4,84. Isso porque foram considerados 5 erros de português, e segundo a fórmula para cálculo da nota discursiva minha nota foi 5,2 – 2* (erros/linhas escritas). Escrevi 28 linhas.

 

Dos 5 erros considerados pela banca, sinceramente não entendo o que pode ter acontecido. Na análise da versão DIMINUÍDA da prova, que eles fornecem, acho que podem ter considerado as palavras estratégico (trecho 2) e imprescindível (trecho 5) como não acentuadas, embora no tamanho “normal” possa se ver muito bem os acentos. O trecho 1 precisava de virgula depois de “organizacionais”? Não sei, talvez, mas qual o erro no trecho 3?

Sinceramente, não recordo agora, mas lembro de ter notado um outro erro, de concordância, na hora de analisar a redação, NÃO CONSIDERADO pela banca.

Mas vamos à segunda parte da análise, a meu ver crítica, de minha própria redação. Os tópicos!!!

Bem, parece claro que o fato de falar ou não na gestão de competencias dentro de uma organização pública não importava, pois os “quesitos avaliados” não contemplavam isso. Uma introdução e uma conclusão bem estruturada parece-me que não garantia pontos a mais também…

Então vamos aos pontos realmente avaliados na redação. Entrei com dois recursos referentes aos aspectos 2.2 e 2.3. O aspecto 2.1 considerei até que foi avaliado com uma nota maior que a merecida. No pequeno espaço que tinhamos para argumentar (1000 caracteres por questão se não me engano) escrevi o seguinte:

 

Quesito: 2.2

Argumentação do candidato:

Segundo Brandão & Bahry (Gestão por Competências:métodos e técnicas para mapeamento de competências. Rev. de Serviço Público,Brasília,v.56,n.2, 2005),para se realizar o mapeamento de competências são necessários os seguintes passos:a)Analisar e interpretar a missão, visão, objetivos e outros documentos estratégicos disponíveis (l.10-12) b)Identificar as competências organizacionais e profissionais necessárias aos objetivos organizacionais (l.7-9 e l.13-17) c)Identificar as competências internas disponíveis na organização (l.13-17).Em minha redação eu falo de todos os passos, nas linhas citadas nos parênteses.Dentre outros, o trecho “…devem ser avaliados o grau de cumprimento e a PERTINÊNCIA do planejamento estratégico…” contempla o aspecto “a”,o trecho “…definir quais as competências essenciais da organização…” contempla o item “b”e o trecho “…realizado o mapeamento das competências individuais…” o “c”.As l.15 a 17 resumem esse encadeamento de passos. Peço revisão da nota.

 

 

Quesito: 2.3

Argumentação do candidato:

Segundo Brandão e Guimarães (Gestão de competências e gestão de desempenho, Rev. De  Administração de Empresas, São Paulo,v.41, n.1,2001), o resultado do mapeamento deve ser usado em ações de captação e desenvolvimento de competências e avaliação. A redação contempla isso  ao afirmar que “De posse dos resultados do mapeamento, a área de gestão de pessoas vai embasar o recrutamento e a seleção dos novos servidores, assim como o desenvolvimento e treinamento dos que já trabalham na instituição (l. 8-20)”. A conclusão da redação também contempla a “Aplicação dos resultados do mapeamento”, ao afirmar que a partir do mapeamento de competências podem ser “definidos quais os pontos em que são necessárias mudanças, mudanças estas que propiciarão que as competências individuais sejam conciliadas com as competências da organização…”. Dessa forma, acredito que na redação analisada são contemplados todos os pontos do quesito 2.3, o que geraria uma nota maior que os 0,2 (apenas 20% do item).

 

 

POIS BEM… Se alguém me der argumento para eu não ter ganho 1 décimo no quesito 2.3 e não ser descontado pelo menos um dos meus “possíveis erros” apresentados pela banca, o que me levaria a uma nota 5,01, e, consequentemente, ao primeiro lugar para Analista Administrativo em Alagoas, pode escrever aqui pessoal.

 

Sou crítico comigo mesmo, mas sei que minha redação vale mais que os 4,84, ou pelo menos, caso eles tenham avaliado mal “pra cima” minha nota em X aspectos, no quesito 2.3 sei que mereceria muito mais décimos, o que me levaria à aprovação.

 

Como achar que nós que decidimos nosso futuro assim??? Para os que se sentem como eu, só uma lembrança:

Jesus não te esqueceu, porque Ele jamais esquece os seus”


 

 

O adeus de Michael

•junho 27, 2009 • 4 Comentários

michael menino

Nunca fui fã de Michael Jackson, e diferente de muitas pessoas da minha idade as quais ele marcou a infância, nem as músicas dele conheço. Lembro ele dançando Black or White, tenho um vídeo dele cantando Ben, conhecia I’ll be there e pronto. Thriller mesmo só fui “conhecer” esses dias e acabo de descobrir que ele compôs We are the world. Acabaram meus conhecimentos sobre as suas músicas aqui.

Mas Michael foi mais do que um mero cantor ou dançarino. Foi O ídolo para toda uma geração. Foi o cara que revolucionou o mundo pop e encantou bilhões de pessoas no mundo. Foi o cara que deixou todas essas pessoas abismadas e incrédulas, indo embora sem dar um último adeus.

Continue lendo ‘O adeus de Michael’

A dificuldade de se colecionar

•maio 30, 2009 • 3 Comentários

Ser colecionador é algo satisfatório. Ser colecionador é algo difícil. Ser colecionador às vezes se torna um vício, mas acima de tudo ser colecionador é uma arte. Para ser colecionador, é preciso participar de “caças ao tesouro” diariamente até.

Fósforos, latinhas, tampinha de garrafa, selos, gibis, namoradas e namorados. Quem nunca foi colecionador um dia?

Na época da Internet as coisas se tornaram mais fáceis, e ao mesmo tempo mais caras! Como Sergio, você está doido? É uma tese que tenho, e direi o porquê.

Há 4 anos atrás fiquei com saudade dos gibis Disney, que tanto animaram minha infância, com suas tramas gostosas e suas aventuras fantásticas, em que na hora H os mocinhos realmente venciam, e não chegavam ao leitor do gibi e diziam “sou o dono do gibi, por isso não posso perder”, como na Turma da Mônica, que também foi parte da minha infância, até mais porque durante anos tive assinaturas, mas nunca minha turma preferida.
Continue lendo ‘A dificuldade de se colecionar’