Brasil termina Jogos Olímpicos de Londres em 7º lugar no quadro de medalhas

O brasileiro, a cada Olimpíada, reclama que não somos um país olímpico e que nunca seremos um dos grandes do mundo esportivo. Os Jogos de 2012 acabaram e o Brasil não passou do 22º lugar no quadro de medalhas, com 3 de ouro, 5 de prata e 9 de bronze. Porém, tivemos chances, e muitas, de melhorar no quadro de medalhas. Com um pouquinho de sorte (everton lopes), preparação para os momentos decisivos (handebol, vôlei de praia), força nos bastidores (esquiva falcão e diogo silva), vontade (alguns do judô e futebol) e alguns outros detalhes, nossa nação poderia ter alcançado um desempenho bemmmm melhor em Londres 2012, com os mesmos atletas. Vamos a esse exercício de imaginação, o famoso “e se…”, que infelizmente, ou felizmente, não vale.

 

Brasil termina Jogos Olímpicos de Londres em 7º lugar no quadro de medalhas

O Brasil encerrou sua participação nas olimpíadas de Londres com um honroso 7º lugar no quadro de medalhas, após a conquista de 29 medalhas.

No judô, foram 3 ouros, conquistados por Sarah Menezes (-48 kg), Leandro Guilheiro (-81 kg) e Mayra Aguiar (-78 kg), esta última beneficiada pela derrota da americana Kayla Harrison para a judoca húngara Abigel Joo, que abriu sua chave de semifinal.

Rafaela Silva, na categoria até 57 kg, foi vice campeã, ao perder a final para a japonesa Kaori Matsumoto.

Rafael Silva (+ 100 kg), Leandro Cunha (-66 kg)e Erika Miranda (-52 kg) confirmaram a expectativa e foram bronze, ao lado de Felipe Kitadai (-60 kg). Thiago Camilo (-90 kg) e Maria Suelen Altheman (+ 78 kg) ficaram em quinto lugar.

No total, a categoria conquistou 3 ouros, 1 prata e 4 bronzes.

No boxe, Esquiva Florentino Falcão se transformou no primeiro campeão olímpico pelo Brasil, ao derrotar o japonês Ryota Murata por 15-14, após uma punição de cada lado no terceiro round.

Seu irmão Yamaguchi Falcão conquistou a medalha de bronze, assim como Adriana Araújo.

Everton Lopes, atual campeão mundial, escapou do cubano Roniel Iglesias Solotongo nas primeiras rodadas, sendo o primeiro medalhista de prata na modalidade para o país. O cubano venceu o brasileiro na final por 18-15.

Na natação, Cesar Cielo conquistou o bicampeonato olímpico, com o tempo de 21:30, apenas 4 centésimos a frente do francês Florent Manaudou. Outro brasileiro, Bruno Fratus, completou o pódio com o tempo de 21:52, após bela largada.

Thiago Pereira surpreendeu a todos conquistando a prata nos 400 m Medley no primeiro dia de competição, derrotando inclusive Michael Phelps. Não satisfeito, ainda repetiu o pódio ao terminar em terceiro nos 200 m Medley.

A ginástica masculina foi muito bem, com Arthur Zanetti conquistando o ouro na argolas, e Diego Hypólito se recuperando da queda na final dos jogos de Pequim, conseguindo o terceiro lugar no solo. Sérgio Sasaki ainda foi o 10º no individual geral.

O taekwondo brasileiro ganhou sua primeira medalha de prata em Jogos Olímpicos, com Diogo Silva perdendo a final para o turco “louco” Servet Tazegul, após uma espetácula virada na semifinal contra o iraniano Mohammad Bagheri Motamed, quando Diogo, após acertar um chute giratório na cabeça no último segundo e levar à luta ao desempate, foi melhor na decisão dos juízes.

No vôlei, foram 3 ouros e 1 prata. Na praia, Alison e Emanuel venceram os alemães Brink e Reckermann por 23/21 e 21/16 e conquistaram o ouro olímpico, enquanto Juliana e Larissa perderam na final para as americanas Walsh/May por 21-18 e 21-17. Na quadra, as meninas fizeram o impossível e venceram os EUA por 3-1 na grande final, enquanto os rapazes arrasaram a Rússia por 3-0.

No atletismo, Fabiana Murer saltou 4,75 m na grande final e ficou atrás apenas da americana Jennifer Suhr, que saltou a mesma altura. Tanto a americana quanto a brasileira não conseguiram saltar 4,80 m. Ambas passaram os 4,75 m na segunda tentativa, mas o ouro  ficou com a americana por ter dado menos saltos na final: 7 contra 9 da brasileira.

No futebol, após tomar um gol aos 30 segundos, o Brasil teve forças para reagir e conseguiu superar o México por 3-1, após gols de Oscar e Leandro Damião, no primeiro tempo, e Neymar no segundo. Foi a primeira conquista do futebol olímpico brasileiro.

Na vela, Robert Scheidt e Bruno Prada se recuperaram e venceram a última regata, conquistando o ouro após os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, que lideravam a competição, ficarem apenas em 8º lugar, atrás dos suecos Fredrik Loof e Max Salminen, que ficaram com o bronze após terminarem a última regata em sétimos.

No handebol, após uma excelente primeira fase, em que ficaram em terceiro lugar no grupo após quatro vitórias e uma derrota, atrás de Croácia e Russia (todas com 8 pontos), as meninas enfrentaram a Coréia do Sul nas quartas de final e venceram por 26-24. Na semifinal, derrota para as campeãs norueguesas por 21-19 após estarem vencendo por 6 gols. Na decisão do terceiro lugar, vingança contra a Espanha, que tinha vencido a seleção no mundial de 2011. Brasil 28-27 e bronze inédito.

Inédita também foi a medalha de Yane Marques no pentatlo moderno. Yane entrou no evento combinado que decidiria a competição em primeiro lugar, mas não foi tão bem na corrida sendo ultrapassada pela lituana Laura Asadauskaite e pela britânica Samantha Murray.

Os jogos de Londres marcaram ainda o ressurgimento do basquete brasileiro. Após terminar em terceiro lugar a primeira fase, perdendo de Espanha e Russia, a seleção venceu a França por 74-71 nas quartas de final e perdeu dos espanhóis por 73-68 na semifinal. Na decisão do bronze, vitória maiúscula contra a Russia, devolvendo a derrota da primeira fase: 83-74.

No total, os atletas brasileiros garantiram 29 medalhas, em 13 modalidades. Foram 11 ouros, 6 pratas e 12 bronzes, na frente da Alemanha, com 10 ouros, 20 pratas e 14 bronzes. O Brasil ficou atrás apenas de França, que também conquistou 11 ouros, mas ficou com 11 pratas, Coréia do Sul, Russia, China e EUA. 

 

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~ por sergiokid em agosto 13, 2012.

Uma resposta to “Brasil termina Jogos Olímpicos de Londres em 7º lugar no quadro de medalhas”

  1. Seria um sonho realmente, mas e realidade é muito diferente, infelizmente o brasileiro nunca vê mérito no adversário e da nossa cultura , quando o Brasil vence no voley feminino salvando seis match points contra a Russia o mérito é nosso, mas quando o Brasil perde dois match points no voley masculino contra a mesma Russia o demérito é nosso, o adversário nunca joga, assim é mole

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